Figurinha repetida não completa álbum, mas a troca ajuda a completar. Sendo assim, os francanos transformaram a Pracinha do Cemitério em centro de troca e até de vendas de figurinhas repetidas.
A Pracinha fica cheia todos os dias, mas lota de gente no final de semana, como mostra a foto. As pessoas se interagem e buscam por figurinhas que precisam ou então oferecem as que têm repetidas.
Não é só troca, porque em casos de raridades as pessoas estão vendendo. Durante o tempo em que a repórter ficou no local ouviu negociação de figurinha por R$ 50,00.
O encontro na Pracinha do Cemitério é auto-organizado e os colecionadores portam estojos com as figurinhas separadas por números.
Além da aglomeração no centro da Pracinha, os colecionadores se organizam em mesinhas nas laterais da praça, sempre com muitos interessados em volta. As pessoas vão de mesa em mesa buscando as figurinhas “difíceis” e tentando trocar ou comprar.
Com isso, as pessoas se interagem e criam amizade, trocando número de telefone para o caso de terem um cromo ainda mais difíceis.
Segundo um dos participantes, muitos colecionadores param de frequentar o local assim que completam o álbum, mas a previsão é de que o movimento continue até a Copa do Mundo, ou mesmo depois.
O encontro de pessoas na Pracinha ficou tão atrativo que muitos autônomos aparecem com suas barraquinhas de venda.
Além da Banca de Jornal e da água de coco – já tradicionais no local – no final da semana passada foi possível notar a venda de lanches, doces e lembrancinhas sobre a Copa do Mundo, muitas delas feitas em impressoras 3D.